segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

“Integração com plena participação”. Para “garantir uma cooperação pacífica entre as autoridades governamentais e os povos indígenas que supere contradições e conflitos”, é necessário “favorecer uma maior participação dos povos originários na economia”. Essas são palavras do Papa Francisco e proferidas durante o encontro, que aconteceu antes da Audiência Geral desta quarta-feira, com 40 representantes dos povos indígenas na pequena sala que se encontra ao lado da Sala Paulo VI.
A reportagem é publicada por Vatican Insider, 15-02-2017. A tradução é de André Langer.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Silence, Scorsese e a missão na Igreja

A obra-prima do diretor Martin Scorsese também questiona as realidades que costumam manifestar de forma mais direta a vocação missionária da Igreja, porque permite vislumbrar a fonte viva e surpreendente da qual pode brotar em qualquer época a missão que Cristo confiou aos seus no Evangelho. Sugere que cada investida missionária não deve gerar fruto por sua própria força, mas precisa confiar a cada instante nos sinais da graça de Cristo.
A reportagem é de Gianni Valente, redator da Agência Fides, publicada por Omnis Terra, 14-02-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O que é melhor: humano ou trans-humano?

Mais de 12 milhões de visualizações no Facebook, 129.000 pessoas conectadas ao vivo via streaming, 18.000 usuários no site e 80.000 páginas vistas. Os dados fornecidos no último dia pelos organizadores parecem decretar um sucesso que, se não pode ser considerado como inesperado, afirma com certeza o interesse com que foi acompanhada também a edição 2017 do Fórum Internacional de Bioética, que encerrou no sábado, 4 de fevereiro, em Estrasburgo.

A reportagem é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada por Settimana News, 07-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Bispos alemães afirmam que é possível dar a comunhão a divorciados em segunda união

Na Alemanha, os católicos, depois de uma separação e de um casamento posterior, não estão mais, em princípio, excluídos da comunhão. A decisão é da Conferência Episcopal Alemã, que chegou a essa conclusão a partir da exortação apostólica Amoris laetitia, do ano passado.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Igreja Evangélica alemã faz convite histórico ao Papa Francisco


10 Fevereiro 2017
 


    O Papa Francisco e o Bispo Heinrich Bedford-Strohm, presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, encontram-se no Vaticano em 6 de fevereiro. (CNS foto/L’Osservatore Romano)
    Pela primeira vez desde a Reforma, a Igreja Evangélica na Alemanha, que representa a grande maioria dos protestantes alemães, convidou o papa a visitar o país, local onde a se iniciou a Reforma. Uma delegação ecumênica da Alemanha visitou o Papa Francisco no Vaticano em 6 de fevereiro como parte da comemoração do 500º aniversário do evento religioso que dividiu o cristianismo ocidental.

    "Amoris laetitia" segundo Buttiglione: bela lucidez, mesmo a partir do "pequeno mundo antigo". Artigo de Andrea Grillo

    “É preciso saudar o texto de Rocco Buttiglione como uma passagem importante na recepção da Amoris laetitia, porque demonstra, de modo límpido e argumentado, que, mesmo olhando a partir da perspectiva limitada de uma sociedade fechada, com a retórica de uma Igreja centrada na obsessão institucional do escândalo e com base em uma teologia não atualizada, é possível valorizar a bondade e a pertinência da ‘virada pastoral’ da exortação de Francisco.”
    A opinião é do teólogo italiano leigo Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu S. Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, em Pádua.

    sábado, 11 de fevereiro de 2017

    PAPA FRANCISCO: A MULHER É QUEM DÁ HARMONIA AO MUNDO, NÃO ESTÁ AQUI PARA LAVAR LOUÇA


    Papa na Missa. Foto: L'Osservatore Romano

    VATICANO, 9 de fevereiro de 2017

    A mulher é quem dá harmonia e sentido ao mundo. Foi o que assinalou o Papa Francisco em sua homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta.
    O Pontífice indicou que é necessário evitar se referir à mulher falando somente sobre a função que realiza na sociedade ou em uma instituição, sem levar em consideração que a mulher, na humanidade, realiza uma missão que vai além e que nenhum homem pode oferecer: “O homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.

    "Aprofundando Wojtyla, entende-se a Amoris laetitia." Artigo de Rocco Buttiglione

    O sítio Vatican Insider, 03-02-2017, publicou alguns trechos de um artigo do filósofo, político e acadêmico italiano Rocco Buttiglione, sobre a exortação apostólica Amoris laetitia, do Papa Francisco.
    Buttiglione é ex-ministro italiano por duas vezes, parlamentar europeu e profundo conhecedor do pensamento e do magistério de São João Paulo II.
    A tradução é de Moisés Sbardelotto.

    Eis o texto.

    sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

    A “distribuição de cidade” contra a senzalização da metrópole. Entrevista especial com Erminia Maricato

    Por: João Vitor Santos | 07 Fevereiro 2017
     
     

      A urbanista Erminia Maricato se jogou em projetos democráticos para pensar uma cidade melhor para todos, com moradia digna para todos seus habitantes como um projeto de vida. Com a experiência de participações em governos ditos progressistas, ela destaca que as gestões Lula e Dilma trouxeram muitas conquistas para os mais pobres. Entre elas, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Entretanto, todas as conquistas logo chegaram a um limite por não terem abarcadas mudanças estruturantes que o país precisava. “É preciso reconhecer que houve essa ampliação do acesso, mas isso com muito subsídio. E esse subsídio, que foi muito forte por parte do Governo Federal, como não houve reforma na base fundiária e mobiliária, foi parar no preço dos imóveis e da terra”, diz, destacando um dos pontos que fez aumentar as desigualdades no Brasil.

      quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

      Quem era a serpente do Paraíso? (3)


      Ainda na continuação do livro de Ariel Álvarez, com a pergunta acima e mais 19 sobre a Bíblia.
      1. “Como é que Jesus fazia os seus milagres?” “Nenhum historiador sério duvida de que Jesus realizava obras prodigiosas.” Fez coisas admiráveis a favor das pessoas, nas quais os seus seguidores viram o sinal de Deus.
      Mas não fez milagres no sentido estrito da palavra, isto é, suspendendo as leis da natureza. Crer neste tipo de milagres significa ou implica ateísmo, pois supõe-se que Deus está fora do mundo e, de vez em quando, vem dentro, a favor de uns e não de outros. Porque tudo é milagre – o milagre do ser e de se ser -, não há milagres.

      quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

      Quem tem medo da reviravolta de Bergoglio? Artigo de Alberto Melloni

      “Com a metade daquilo que o cardeal Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, disse e fez, Pio XI teria feito ele devolver o barrete cardinalício. E os quatro idosos cardeais que enviaram um ultimato ao papa não sofreram sequer um chamado à prudência.”
      A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, em Bolonha. O artigo foi publicado no jornal La Repubblica, 05-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

      Vida Consagrada: não ser “profissionais do sagrado, mas pais, mães ou irmãos da esperança”

      Dia da Vida consagrada, 02.02.2017, Captura de tela CTV
      Posted by Redaçao – 2/02/2017
       Foto:  Vida Consagrada: não ser “profissionais do sagrado, mas pais, mães ou irmãos da esperança” – ZENIT – Portugues – Captura de tela CTV 
      Para o vigésimo primeiro Dia Mundial da Vida Consagrada, 2 de fevereiro de 2017, Papa Francisco exortou as pessoas consagradas a não ser “profissionais do sagrado, mas não pais, mães ou irmãos da esperança”.
      Durante uma missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Papa jesuíta instados a se recusar a tentação de “sobrevivência” e “encontrar novamente aquilo que um dia inflamou o nosso coração”.

      terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

      Não há confusão na Igreja de Francisco. Entrevista com Andrea Tornielli

      Em certos círculos tradicionalistas e autorreferenciais, alimenta-se na web e alguns jornais de direita, com muita inescrupulosidade, uma propaganda voltada a desacreditar a obra de reforma do Papa Francisco. Obra de reforma que, de acordo com o seu julgamento, traz “confusão” para a Igreja de Roma. É assim mesmo? Ou é apenas propaganda? Falamos a respeito disso, nesta entrevista, com Andrea Tornielli, vaticanista do jornal La Stampa e coordenador do site de informação religiosa Vatican Insider.

      A reportagem é de Pierluigi Mele, publicada no blog Confini, 29-01-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

      segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

      Periferia e fronteiras, intuição mais forte da teologia da libertação. Entrevista com Arturo Sosa

      Fala o “Papa Negro”. Da teologia da libertação à reforma litúrgica, passando pelo diaconato feminino e pelas críticas ao Papa Francisco: “Na Igreja, que é santa e pecadora, existem lutas de poder, tal como em outros contextos. É preciso fazer as contas com isso”. 

      A entrevista foi publicada na revista Jesus, de janeiro de 2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

      sábado, 4 de fevereiro de 2017

      Quem era a serpente do Paraíso? (1)

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      Anselmo Borges
      “O biblista célebre acaba de publicar uma obra com o título em epígrafe: Quién era la serpiente del Paraíso… y otras 19 preguntas sobre la Biblia.
      Dada a sua importância, servir-me-á de inspirador para as duas próximas crónicas. Importância, porquê? Vivemos em tempos de urgência do diálogo inter-religioso.”
      1. É claro que a fé não deriva da razão, à maneira da matemática ou da ciência, não sendo, portanto, demonstrável cientificamente. Mas também se deve tornar claro que a fé não pode agredir a razão, com a qual tem de dialogar, dando razões de si mesma.

      Quem era a serpente do Paraíso? (2)

      sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

      A Teologia de Papa Francisco

      Bruno Scapin  –2017 
      “Três ensaios que, movendo-se a partir de perspectivas diferentes e com métodos diferentes, oferecem uma significativa panorâmica da ‘teologia’ do Papa Francisco…, desmentindo as críticas, às vezes duras e preconceituosas, daqueles que o acusam de pouca profundidade doutrinal.” É o que se lê no fim do prefácio do livro Papa Francesco.

      quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

      A liberdade é um perigo

      A invocação, na Igreja, do dever de obediência devia ser sempre acompanhada pelo direito e pela exigência de prosseguir os caminhos da investigação da verdade. O perigo não é a liberdade, é o autoritarismo.

      quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

      O cristianismo é uma religião?

      O cristianismo é uma religião?

      Eduardo Hoornaert.

      Um termo impreciso.

      O termo ‘religião’ pode significar carisma ou poder, brotar do ‘cérebro sensível’ (Damásio: ‘the feeling brain’) ou do ‘cérebro matemático’ (o cérebro calculador, como escreve o mesmo autor. Veja os diversos livros de Damásio publicados pela Companhia das Letras de São Paulo). O termo religião pode indicar a capacidade humana em sonhar e sentir, mas significa igualmente instituição, representação, aquilo que chamamos ‘confissão religiosa’. Assim falamos em religião católica, protestante, afro-brasileira. Pensando bem, ‘religião’ não é um termo preciso, mas por enquanto não há como evitá-la. 

      terça-feira, 31 de janeiro de 2017

      O fascismo vive em nós através do dispositivo do neoliberalismo

      Por: Márcia Junges | Tradução Moisés Sbardelotto
      “Uma mutação radical da soberania moderna em uma definitiva inscrição biopolítica.” Assim o filósofo chileno Rodrigo Karmy caracterizaria o fascismo em nosso tempo. Um regime que não reconhece a lei, porém sua exceção permanente, “não conhece a técnica, senão como imperialismo; não sabe do outro mais do que como inimigo; não conhece o exército, senão como aparato policial; converte o silêncio em seu aliado mais forte, combinado com uma estetização completa da vida social; reduz a noção de progresso à extensão de suas rodovias e vislumbra o passado apenas como um mito que, tendo sido esquecido por muito tempo, é reeditado em e como presente”. Contudo, Karmy adverte que é preciso problematizar não apenas o fascismo, mas também o discurso humanista: “O fascismo, diríamos, é um humanismo. Para o fascismo, trata-se de salvar a ‘raça’ que serão os últimos propriamente ‘humanos’ que sobreviveram à invasão parasitária dos ‘outros’  (muçulmanos, judeus, índios, negros etc.)” E acrescenta: “Somente como ‘humanismo’ o fascismo pode identificar o ‘outro’ como não ‘humano’ e fazer do fascista um ‘humano’ nesse mesmo ato de exclusão – de sacrifício”.

      segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

      Uma trilogia para repensar os consensos que paralisam a esquerda. Entrevista especial com Jean Tible

      Num momento em que a esquerda se depara com mais uma crise interna, autores como Antonio Negri e Michael Hardt são referência para muitos grupos, porque “não se omitem em tratar de várias questões polêmicas e fundamentais para repensar a esquerda”, diz Jean Tible, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo  USP, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.
      Para Tible, a trilogia de Negri e Hardt, composta pelas obras ImpérioMultidão Bem-Estar Comum, é “incontornável para pensar e fazer a esquerda hoje. Não se trata de concordar com as posições que são apresentadas nesses livros, mas eles colocam questões fundamentais e que muitas vezes não estavam colocadas dessa forma”.

      sábado, 28 de janeiro de 2017

      Divórcio e comunhão: as mulheres que a Igreja precisa ouvir

      Neste domingo (22) o 3º Tempo Comum, católicos e católicas em todo mundo ouvirão Jesus convocar: “Segui-me!” (Mt 14,12-23).
      Se a Igreja  quiser entender o que é seguir o Mestre nos dias de hoje, à luz da polêmica em torno da comunhão de divorciados recasados, precisa ouvir uma verdadeira homilia de cinco mulheres: Vanderleia, Laura, Claudilene, Marluce e Maria.

      sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

      Padre Paulo: papados conservadores “destruíram Igreja inserida na vida dos pobres” no Brasil e AL

      Mauro Lopes – 24 Janeiro 2017
      Padre Paulo Sérgio Bezerra não cede um milímetro sequer no seguimento dos ensinamentos da Igreja à luz do Evangelho e da renovação do Concílio Vaticano II, como um dos protagonistas da Teologia da Libertação na periferia de São Paulo. Padre desde 1980, há 34 anos está na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Diocese de São Miguel Paulista, em Itaquera, bairro pobre da zona leste da cidade.

      O papa Francisco e a carne

      Por que o papa Francisco é diferente? Por que às vezes gosta mais dos agnósticos e até dos ateus do que muitos católicos conservadores?
      A resposta aparece na recente entrevista concedida a este jornal. Quem, como este jornalista, conheceu sete papas, pode notar a diferença entre Francisco e a maioria dos pontífices da era moderna.

      quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

      Pode me chamar de Francisco

      A nova série do Netflix “Pode me chamar de Francisco” é baseada em uma pesquisa de Martín Salinas sobre a vida de Jorge Bergoglio. Em matéria de livros isto seria uma “biografia autorizada”. Ou seja, que o protagonista da história, hoje Francisco, tomou conhecimento e aprovou em termos gerais o seu conteúdo.
      A reportagem é de Aldo Duzdevich e publicada por Página/12, 25-01-2017. Aldo Duzdevich é autor de La Lealtad. Los montoneros que se quedaron con Perón (A lealdade. Os montoneros que permaneceram com Perón). A tradução é de André Langer.

      Todos os sons do silêncio de Deus. Artigo de Roberto Esposito

      “Somente o homem pode decidir aquilo que, em uma determinada circunstância, é certo ou errado fazer. Nesse sentido, Deus se retirou no silêncio, evitando indicar-lhe o caminho, não para se afastar do homem, mas para encontrá-lo. Para lhe entregar toda a sua liberdade. Até mesmo a de ‘traí-Lo’.”

      A opinião é do filósofo italiano Roberto Esposito, professor da Escola Normal Superior de Pisa e ex-vice-diretor do Instituto Italiano de Ciências Humanas. O artigo foi publicado no jornal La Repubblica, 24-01-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

      quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

      «A abolição do celibato obrigatório poderia ajudar»

      Entrevista com o teólogo e psicoterapeuta Wunibald Müller

        Christian Wölfel, em katholisch.de, 15-01-2017
      Tradução: Moisés Sbardelotto
       De acordo com o teólogo e psicoterapeuta Wunibald Müller (na foto), os padres se sentem cada vez mais sozinhos. Por isso, é justo que eles possam viver em uma comunidade, se se quiser ajudá-los.
      Numa carta aberta: que pode ser lida aqui: Sete orientações para o futuro dos padres e a reforma do sacerdócio. Carta aberta de padres alemães ordenados em 1967, alguns padres da diocese de Colónia, por ocasião do 50.º aniversário da sua ordenação presbiteral, põem em discussão a obrigatoriedade do celibato para o clero católico. Um dos motivos citados por eles é a solidão. O teólogo e psicoterapeuta Wunibald Müller acompanhou por 25 anos padres em crise na Recollectio-Haus, em Münsterschwarzach. Nesta entrevista, ele explica como os padres vivem a sua solidão e as suas consequências.

      terça-feira, 24 de janeiro de 2017

      Achille Mbembe: “A era do humanismo está terminando”

      Achille Mbembe 24 Janeiro 2017
      “Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações.
      Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo”, escreve Achille Mbembe. E faz um alerta: “A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização”.
      Achille Mbembe (1957, Camarões francês) é historiador, pensador pós-colonial e cientista político; estudou na França na década de 1980 e depois ensinou na África (África do Sul, Senegal) e Estados Unidos. Atualmente, ensina no Wits Institute for Social and Economic Research (Universidade de Witwatersrand, África do Sul).

      segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

      Mulheres serão as mais penalizadas na reforma trabalhista proposta por Temer. Entrevista especial com Rosa Maria Marques

      governo Temer encaminhou uma proposta de reforma da Previdência Social para o Congresso Nacional no dia 5 de dezembro, estabelecendo, entre outros pontos, o tratamento igual entre homens e mulheres no que tange à idade mínima de 65 anos para aposentadoria. Isso desconsidera o fato de que no Brasil, de maneira geral, as mulheresseguem tendo jornada dupla, dividida entre trabalho fora de casa e afazeres domésticos. “Por isso, podemos dizer que as mulheres serão as mais penalizadas nessa reforma”, avalia a economista Rosa Maria Marques, em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line.

      segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

      As quatro coisas que o Papa Francisco diz aos pobres

      O papa definiu um projeto de vida que rechace o consumismo e recupere a solidariedade, o amor entre nós e o respeito à natureza como valores essenciais.

      Presidencia de la República Mexicana
      Ignacio Ramonet – 09/01/2017
      “É verdade que há pequenos grupos fundamentalistas em todos os lugares. Mas o terrorismo começa quando parte do desprezo à maravilha da Criação, do homem e da mulher, e prioriza o dinheiro. Toda a doutrina social da Igreja se rebela contra o ídolo dinheiro, que reina em lugar de servir, tiraniza e aterroriza a humanidade.
      “Após os eventos de – Roma, em 2014 e Santa Cruz (Bolívia), – o III Encontro Mundial dos Movimentos Populares voltou à capital italiana para sua terceira edição, ocorrida entre 3 e 5 de novembro de 2016. Participaram do evento cerca de 200 ativistas, representantes de 92 organizações, provenientes de 65 países, dos cinco continentes, que representam os mais pobres da Terra:
      • vendedores ambulantes,
      • recicladores de lixo,
      • camponeses sem terra,
      • indígenas,
      • desempregados,
      • favelados,
      • organizações de sem teto, etc.